quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Meu primeiro dia

Esse é o meu primeiro dia de blog, estranho . Quero começar escrevendo coisas bacanas, talvez apenas desabafos, ou quem sabe, apenas remissão de meus pecados. Não ter sido boa mãe por um longo tempo. Mas quem pode avaliar, se não apenas o seu rebento. Aliás, minha filha. Como posso ter passado tanto tempo sem descobrir minha filha, quando todas as mães, as descobrem ainda bebês? Talvez esteja sendo muito dura comigo mesma, ou talvez até tentando pedir perdão. Não compreendia que as necessidades muitas vezes iam contra vc mesma, sabia que tinha obrigações, aquelas básicas de prover alimentos, médicos, escolas, etc..., porém não tinha noção de que ser mãe é muito mais do que prover, e sim se dar tão completamente, que você passa a ser a outra pessoa. Fui dura, com medo de que a minha menina tivesse liberdade demais e fosse desvaraidada. Prendi. Prendi demais. Via mães desesperadas com suas filhas " soltas demais " Resultado: criei uma pessoa linda, sensível, maravilhosa,que estou neste momento redescobrindo, porém, como ela mesma se auto define " fresca, nojenta, esquisita, estranha, neurótica, medrosa, filha única, arrogante e individualista ". Estranho saber que isso foi fruto da falta de conhecimento sobre um filho. Conhecer seu filho, descobrir seu filho como mulher, adulta, quase madura está sendo fator preponderante para eu ser uma pessoa melhor.Ainda vejo a luz no fim do túnel, e essa luz chama-se LÍVIA.

2 comentários:

Unknown disse...

A D O R E I !

Paulo Cesar Vilela disse...

Bom dia Mari!
Admirável essa atitude. Palavras que nos transmitem verdade e amor. Muitos se escondem sem querer enxergar o mundo que os rodeia. Lindo é esse amor que une e que não tem limites. Nessa relação entre mãe e filha existe uma "mágica" além da compreensão do mundo machista em que estamos inseridos.
Um beijo,

P.s.: sou o marido da Natalia.